Mensagem do dia

25.04.2011

As coisas se resolvem...


“Apesar do que tem de sofrer, a maioria das pessoas está muito melhor do que avalia. Contudo, o coração do homem pode estar repleto de muita dor mesmo quando, exteriormente, está ‘tudo bem’. Isto é ainda mais difícil porque hoje estamos acostumados a pensar que tudo tem explicação. Mas não há explicação para a maior parte do que acontece em nossos próprios corações, e não podemos dar conta de tudo isso. Não adianta recorrer a algo que tranquilize nossa mente, como até as explicações religiosas às vezes oferecem. A fé precisa ser mais profunda do que isso, enraizar-se no desconhecido e no abismo de escuridão que é o solo do nosso ser. Não adianta provocar a escuridão para tentar dali suscitar respostas. Mas, se aprendermos a ter paciência interna profunda, as coisas se resolvem, ou, se você preferir dizer assim, Deus as resolve; mas não espere ver de que maneira. Só aprenda a esperar, faça o que puder e ajude as outras pessoas.”

Thomas Merton



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O que embeleza a vida...



Uma palavra de esperança a alguém
que está à beira do abismo.
Um sorriso gentil a quem perdeu o sentido da vida.
Uma pequena gentileza diante de quem
está preso nas armadilhas da ira.
O silêncio, frente à ignorância disfarçada de ciência...
A tolerância com quem perdeu o equilíbrio.
Um olhar de ternura para quem pena na amargura.
Pode-se dizer que tudo isso são apenas gotas d`água que se perdem no imenso oceano, mas são essas pequenas gotas que fazem a diferença para quem as recebe.
Sem as atitudes, aparentemente insignificantes, que dentro da nossa pequenez conseguimos realizar, a humanidade seria triste e a vida perderia o sentido.
Um abraço afetuoso,
nos momentos em que a dor nos visita a alma...
Um olhar compassivo,
quando nos extraviamos do caminho reto...
Um incentivo sincero de alguém que deseja nos ver feliz, quando pensamos que o fracasso seria inevitável...
Todas essas são atitudes que embelezam a vida.
E, se um dia alguém lhe disser que esses pequenos gestos são como gotas d`água no oceano, responda, como madre Tereza de Calcutá, que sem essa gota o oceano de amor seria menor.
E tenha certeza disso, pois as coisas grandiosas são compostas de minúsculas partículas.

Pensemos nisso!

Sem a sua quota de honestidade,
o oceano da nobreza seria menor.
Sem as gotas de sua sinceridade,
o mar das virtudes seria menor.
Sem o seu contributo de caridade, o universo do amor fraternal seria consideravelmente menor.

E jamais acredite naqueles que desconhecem a importância de um pequeno tijolo na
construção de um edifício.
Lembre-se da minúscula gota d`água, que delicadamente se equilibra na ponta do raminho, só para tornar a natureza mais bela e mais romântica, à espera de alguém que a possa contemplar.
E, por fim, jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d`água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha.

(autor desconhecido)
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19.04.2011

A alegria..

O coração contente alegra o rosto, mas coração aflito deprime o espírito. Provérbios 15,13



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18.04.2011

O frio

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve.
Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.
Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.
Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.
Então, raciocinou consigo mesmo: "aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.
Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso", nem pensar.
O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.
Seu pensamento era muito prático: "é bem provável que eu precise desta lenha para me defender.
Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.
Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.
Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) Para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.

No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: "o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".

Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você.
Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.
Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.
Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja.

(autor desconhecido)

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15.04.2011

A vida não é um jogo...

“O que estou dizendo é o seguinte: o que importa não é marcar pontos. A vida não tem de ser considerada como um jogo no qual se contam os pontos e alguém ganha. Se você se preocupar demais em ganhar, não a desfrutará jogando. Se estiver obcecado demais com o sucesso, se esquecerá de viver. Se só tiver aprendido como ter sucesso, provavelmente terá desperdiçado a vida.”



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14.04.2011


Pequenos Gestos

É curioso observar como a vida nos oferece resposta aos mais variados questionamentos do cotidiano... Vejamos:

A mais longa caminhada só é possível passo a passo...
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra...
Os milênios se sucedem, segundo a segundo...
As mais violentas cachoeiras se
formam de pequenas fontes...
A imponência do pinheiro e a beleza ipê começaram
ambas na simplicidade das sementes...

Não fosse a gota e não haveria chuvas...
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos
e a mais bela construção não se teria efetuado
senão a partir do primeiro tijolo...

As imensas dunas se compõem de minúsculos
grãos de areia...
Como já refere o adágio popular, nos menores
frascos se guardam as melhores fragrâncias...

É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...

O brilhantismo de Einstein e a ternura de Madre Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor,
dispensou a fragilidade do berço...
Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência,
indulgência e perdão, dia a dia...
Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de "Eu".
Não é fácil nem rápido...
Mas vale a pena tentar!

(autor desconhecido)


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13.04.2011


Um velho sábio estava caminhando por um campo de neve quando viu uma mulher chorando.
"Por que choras?", perguntou ele.
"Porque me lembro do passado, da minha juventude, da beleza que via no espelho, de todos bens que possuia...
Deus foi extremamente cruel comigo porque me deu memória.
Ele sabia que eu ia sempre recordar da
primavera da minha vida e chorar".
O sábio ficou contemplando o campo de neve, com o olhar fixo em determinado ponto.
À determinada altura, a mulher parou de chorar.
"O que estás vendo aí?", ela perguntou ao sábio.
"Um campo de rosas", disse ele e continuou:
"Deus foi generoso comigo porque me deu memória.
Ele sabia que, no inverno,
eu poderia sempre recordar a primavera, e sorrir".

(autor desconhecido)

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11.04.2011

Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.
Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.
Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...
Todos pensaram que ele ia brigar... Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.
Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente.
Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.
Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.
Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.
Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério.
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

Pense nisso!

A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma.



(Autor desconhecido)
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09.04.2011

A perfeita paz

“Onde está o silêncio? Onde está a solidão? Onde está o Amor?
Afinal, não podem ser encontrados em lugar algum exceto nos alicerces do nosso próprio ser. Lá, nas profundezas silenciosas, não há mais distinção entre o Eu e o Não-eu. Há perfeita paz, porque estamos alicerçados no Amor infinito, criativo e redentor. Lá encontramos Deus, que os olhos não podem ver…”

Reflexões de Thomas Merton 


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08.04.2011

O céu e o inferno...


Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.
- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.
O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.
- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.
Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente.
O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.
O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.
O velho sábio continuou em silencio.
Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.
Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
- "Aí começa o céu".
Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade.
Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.
A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.
É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.
Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.
Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.
Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.
Quando injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.
Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança.
Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da resignação.
Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.
A decisão depende sempre de nós mesmos.
Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.
Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Pense nisso!
Sua vontade é soberana.
Sua intimidade é um santuário do qual só você possui a chave.
Preservá-la das investidas das sombras e abri-la para que o sol possa iluminá-la só depende de você.


(autor desconhecido)


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07.04.2011

Um Corpo de ossos quebrados

“ Enquanto estivermos nesse mundo, o amor que nos une nos há de fazer sofrer pelo simples contato mútuo, porque esse amor é a reconstrução de um Corpo de ossos quebrados. Mesmo os santos não podem conviver como santos, aqui na Terra, sem alguma angústia e alguma dor ocasionadas pelas divergências que entre eles surgem.
Existem duas coisas que os homens podem fazer sobre a dor causada pela desunião. Podem amar ou podem odiar.
O ódio se encolhe diante do sacrifício e da dor dos que são o preço da reposição dos ossos; recusa o sofrimento exigido para a reunião.”

Thomas Merton, no  livro "Novas sementes de Contemplação"


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06.04.2011

Os dons de Deus...

Um dia, um homem entrou numa loja e, estupefacto, viu um anjo atrás do balcão.
Maravilhado com aquela visão, perguntou:
- Anjo, o que vendes?
O anjo respondeu: - Todos os dons de Deus.
O homem voltou a perguntar: - E custam caro?
E a resposta do anjo foi: - Não. São de graça... é só escolher.
O homem, cheio de entusiasmo e alegria, olhou para toda a loja e viu jarras de vidro de fé, pacotes de sabedoria, caixas de felicidade ... Não estava a acreditar que poderia adquirir tudo aquilo.
- Por favor, embrulhe para mim: muito amor de Deus, bastante felicidade, abundante perdão d'Ele, amor ao próximo, paciência, tolerância...
O anjo anotou o pedido e foi separar os produtos. Ao regressar, entregou-lhe vários pacotinhos, que cabiam na palma da mão do homem.
Espantado, ele indagou: - Como é possível que me possa dar apenas esses pacotinhos?! Eu quero levar uma grande quantidade dos dons de Deus.
O anjo respondeu: - Querido amigo, na loja de Deus nós não vendemos frutos. Apenas sementes.

(Autor desconhecido)

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04.04.2011

O cristão não é alguém que "tem" a verdade, alguém mais inteligente, mais amante do que os outros. O cristão não é melhor do que um outro homem, mas tem alguém em sua vida. Tem o Cristo, aquele que sopra no sopro de cada um dos seus dias.
Mas, mesmo que o receba como um beijo, como uma presença, não é por isso que o cristão é melhor... Ele poderá ser melhor somente porque alguém de melhor marcha com ele, está nele!»


(Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo")


 

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03.04.2011

Cada momento e cada acontecimento da vida de cada homem na Terra planta algo em sua alma. Pois assim como o vento carrega milhares de sementes aladas, cada momento traz consigo germes de vitalidade espiritual que vão repousar imperceptivelmente na mente e na vontade dos homens.



The Thomas Merton Reader

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01.04.2011

Viver nossa própria vida...

“ Se queremos, pois, ser espirituais, vamos em primeiro lugar viver nossa própria vida. Não tenhamos medo das responsabilidades e inevitáveis distrações inerentes à tarefa a nós confiada pela vontade de Deus. Abracemos a realidade; assim nos encontraremos imersos na vontade vivificadora e na sabedoria de Deus, que por toda a parte nos envolve.”
 Do livro, "Na liberdade da solidão, de Thomas Merton

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31.03.2011

Doar-se, eis o significado da vida...

Na medida que caminho rumo a Deus o ser humano compreende que a vida afirma-se melhor não ao se adquirir coisas para si, mas ao doarem-se tempo, esforços, força, inteligência e amor a outros. Aqui começa a aparecer um tipo diferente de dialética entre vida e morte. Com o ‘fim’ de sua inclinação para a auto-satisfação e a sua reorientação em direção e para os outros, o impulso de vida, a satisfação vital transcende-se a si mesma. ‘Morre’ no que diz respeito ao ego, pois o eu é privado das satisfações imediatas que poderia reivindicar sem ser contestado. Agora, renuncia a essas coisas a fim de dar a outros. Portanto, a vida ‘morre’ para si mesma no intuito de se dar e, assim, afirma-se com mais maturidade, mais fertilidade e mais plenitude. Vivemos para morrer para nós mesmos e dar tudo a outros... Esse ‘morrer’ para si mesmo a fim de dar a outros é nada mais nada menos do que uma afirmação superior e mais especial da vida. Esse morrer é fruto da vida, prova de um viver maduro e produtivo. É, de fato, a finalidade ou a meta da vida, de uma vida vivida no amor e misericórdia de Deus. Aquilo que experimento de Deus, seu amor e sua graça, é o que devo oferecer aos outros...  

Fonte: Carlos Jacob


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 30.03.2011

Aceitação 
 
“ Devemos tentar nos aceitar, de modo individual ou coletivo, não só como perfeitamente bons ou perfeitamente maus, mas sim como uma misteriosa e indescritível mistura de bem e de mal. Temos que nos sustentar com o pouco de bem que abrigarmos em nós, sem exageros. Temos que defender nossos legítimos direitos, porque, se não respeitarmos nossos direitos, com toda certeza também não respeitaremos os direitos dos outros. Mas, ao mesmo tempo, temos de reconhecer que, deliberadamente ou não, violamos direitos de outros. Temos que ser capazes de admitir isso tanto como resultado de um auto-exame, mas também quando inesperadamente alertado por outros, talvez de forma não muito suave.”
Thomas Merton
 
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29.03.2011
Perdão: gota divina de libertação 


Não existe a menor possibilidade de cura interior sem efetiva  experiência do perdão. Sem perdão não podemos nem mesmo falar em cura interior. Por mais difícil e exigente que seja, o perdão é absolutamente fundamental. Como perdoar com o coração ferido? Aí está um segredo fabuloso. O perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Logo, é preciso que a compreensão do perdão seja deslocada do campo das emoções, sobre as quais não temos controle, e assim chegar ao campo da vontade, que é denominada pela razão e pela emoção. O perdão é fruto de uma decisão consciente e persistente.
Os primeiros passos para receber essas gotas divinas em nosso coração é reconhecer que temos feridas interiores. O segundo passo é decidir pelo perdão, optar por ele, como única saída, como a única possibilidade de cura e libertação.

Do livro, "Gotas de Cura Interior" Pe. Léo, SCJ



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 28.03.2011
  
A perfeita paz 

“Onde está o silêncio? Onde está a solidão? Onde está o Amor?Afinal, não podem ser encontrados em lugar algum exceto nos alicerces do nosso próprio ser. Lá, nas profundezas silenciosas, não há mais distinção entre o Eu e o Não-eu. Há perfeita paz, porque estamos alicerçados no Amor infinito, criativo e redentor. Lá encontramos Deus, que os olhos não podem ver…”

Do livro, Amor e Vida de Thomas Merton




26.03.2011

Onde está a felicidade...

Não é fácil encontrar a felicidade dentro de nós mesmos. E é impossível encontrá-la num outro lugar." O próprio coração, diz Agner Repplier, é o único lugar onde podemos encontrar a felicidade. Podemos viajar aos lugares mais distantes para procurar a felicidade. Não a encontraremos no exterior. Não a encontraremos nas pessoas, na profissão, no sucesso, na riqueza. Ela está somente dentro de nós.

Mas, embora esteja escondida ali, não é tão fácil encontrá-la. Precisamos de uma grande sensibilidde para percebê-la. Precisamos do silêncio para entrar em contacto com a felicidade que reside no fundo do nosso coração.

Quando estamos sempre em movimento, não a sentiremos dentro de nós. Ela é como um lago. Somente quando ele está inteiramente tranquilo é que se reflecte nele a beleza do mundo. Somente quando estamos parados e tranquilos é que se reflecte dentro de nós a beleza que nos cerca. Então sentimos a alegria que reside dentro de nós."

Anselm Grün

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25.03.2011

Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; 
Provérbios 3:13





 Procure a Sabedoria, pois a vida é muito breve...


Vivemos a vida como se ela fosse interminável. Mas ela é muito breve. Entre a meninice e a velhice há um pequeno intervalo de tempo. Olhe para sua história! Os anos que você já viveu não passaram muito rápido?
A vida é tão breve como os raios de sol que surgem sorrateriramente na mais bela manhã e se despendem sutilmente ao anoitecer sem deixar vestígios...
Para as pessoas superficiais, a rapidez da vida as estimula a viverem destrutivamente, sem pensar nas consequências dos seus comportamentos. Para os sábios, a brevidade da vida os convida a valorizá-la como um tesouro de inestimável valor. Que valor a sua vida para você mesmo?
Ser sábio não quer dizer ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como ocasião para corrigir rotas, cada fracasso como uma chance para ter mais coragem. Nas vitórias, os sábios são amantes da alegria; nas derrotas, são amigos da reflexão.
Que você aprenda a ser um grande sábio! Um sábio que cuida carinhosamente da sua vida como um garimpeiro que descobriu a mais bela pedra preciosa depois de passar a vida toda removendo rochas e cascalhos.

*Augusto Cury,
No livro "12 semanas para mudar uma vida"



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24.03.2011

As escolhas que devo fazer...


Embora não tenhamos escolhido a época em que viveríamos, podemos, contudo, escolher nossas atitudes, bem como a maneira e a proporção como iremos participar dos acontecimentos vivos que nela se desenrolam. Escolher o mundo não é, portanto, apenas a admissão piedosa de que o mundo é aceitável porque vem das mãos de Deus. Trata-se, em primeiro lugar, da aceitação de uma missão, de uma vocação no mundo, na história e no tempo. No meu tempo, que é o presente. Escolher o mundo é escolher fazer o trabalho de que sou capaz, em colaboração com aqueles que caminham ao meu lado, para tornar o mundo melhor, mais livre, mais justo, mais habitável, mais humano. E agora se tornou totalmente óbvio que a mera "rejeição automática do mundo" e "desprezo pelo mundo" não é, na verdade, uma escolha, mas uma fuga da escolha. A pessoa que pretende poder dar as costas às situações conflitantes e que carecem da misericórdia que vem de Deus, e age como se elas não existissem, está simplesmente blefando.



O grande problema do nosso tempo não é formular respostas claras para questões teóricas bem definidas, mas enfrentar a alienação autodestrutiva do homem em uma sociedade dedicada, em tese, a valores humanos e, na prática, à busca do poder pelo poder.



Fonte: Carlos Jacoob
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23.03.2011


O milagre da vida já aconteceu...


Comece o dia amando... Amando a todos que encontrar, desejando ver neles a presença do Cristo que vem ao teu encontro, que passa por ti e espera ser acolhido em teu coração.
Não espere por sinais extraordinários para começar a acreditar. Deus está aí, basta abrir o coração e perceber que o milagre da vida já aconteceu. Que lhe foi dada uma nova oportunidade de viver melhor, de voltar seu coração para o que realmente importa... Dificuldades, todos teremos.
A vida humana se torna mais leve quando nos desvencilhamos de nossos exageros e apegos. Quando tomamos consciência de quem somos e de onde queremos chegar. Nosso lugar é junto de Deus. No entanto, o céu começa aqui, no amor que oportunizamos aos nossos semelhantes... Amor que não é nosso. Amor que vem de Deus, e que somos chamados à testemunhar pelo mundo.
Motivos e pessoas nos tentarão a fim de nos fazer desistir... Nestes momentos e situações, a chave do segredo é a oração. O recolhimento do coração nos revela que no fundo do oceano se encontram as águas mais tranquilas. Deus se revela na brisa, no silêncio da interioridade de cada coração.


Fonte: Carlos Jacob



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22.03.2011

Luz...


É maravilhoso saber que a luz nos visita de forma tão especial!
Mas fascinante ainda é a notícias que a fé cristã vem trazer: Deus, nossa Luz, é Pai e Mãe. Fazendo-se filho, "arma sua tenda em noso meio" (Jo 1,14), torna-se irmão, faz morada, desde sempre, entre nós...

"...Luz que é salvífica no meio do povo, fazendo-o juntar os cacos da sua história em tantos momentos de opressão, e ajudando a criar, com esses cacos, o mosaico do futuro libertador.

Do livro "Casas ao Sol, Parábolas sobre a interioridade humana e o Deus da vida"
Tânia Resende
Edições Paulinas


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21.03.2011

 Perdendo a fé...



“ Quantas pessoas no mundo de hoje ‘perderam a fé’ junto com as esperanças vãs e as ilusões da infância? O que chamavam de ‘fé’ era só uma dentre todas as outras ilusões. Puseram toda sua esperança numa certa sensação de paz espiritual, de conforto, de equilíbrio interior e respeito por si próprios.
Quando, porém, começaram a lutar com as dificuldades reais e os fardos da vida madura, quando perceberam sua própria fraqueza, perderam a paz, abandonaram o preciso respeito por si mesmos, e se tornou impossível ‘crer’. Isto é, tornou-se impossível para eles se reconfortarem, se tranquilizarem com as imagens e os conceitos que, na infância, achavam apaziguadores.”




Do livro Novas Sementes de Contemplação, de Thomas Merton





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19.03.2011
                             São José, um homem escolhido por Deus...


O Evangelho de São Mateus nos relata a genealogia de Jesus, de Abraão até José. Jesus é Filho de Davi por intermédio de José, que se casou com a Virgem Maria. Em geral, a figura de São José que nos tem sido apresentada não corresponde, infelizmente, à realidade. São estampas de imagens de São José velhinho, sem força, sem vida, fragilizado por causa da idade.

Faz-se necessária uma mudança de mentalidade, pois a Palavra de Deus nos apresenta São José varão; ou seja, homem respeitável, sábio, em pleno vigor da sua virilidade. Os termos “varão” e “justo” abrangem todas as virtudes que elevam um homem que caminha nas leis do Senhor e tem “justiça e santidade todos os dias de sua vida”, totalmente diferente de um “velhinho fragilizado”.

Toda mulher precisa e busca segurança no homem por seu caráter, sua firmeza e também por seu porte físico. O próprio Deus escolheu um homem assim para ser o esposo da Santíssima Virgem Maria. Assim como o Altíssimo escolheu a melhor mulher para ser a Mãe do Seu Filho, da mesma forma escolheu o melhor homem para ser o pai adotivo de Seu Filho, Jesus, porque Ele quis ter uma família.


Monsenhor Jonas Abib
Comunidade Canção Nova




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 15.03.2011
Aprender a Viver...
“A vida consiste em aprender a viver de maneira autônoma, espontânea e fluida: para isso é preciso reconhecer quem se é – estar familiarizado e à vontade consigo mesmo. Isso significa, basicamente, aprender quem somos e o que temos para oferecer ao mundo contemporâneo; depois, aprender como tornar essa oferta válida.”

de Thomas Merton, in Amor e Vida


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11.03.2011
 Tudo Passa...

Havia certa vez um rei muito bondoso que já se encontrava no fim de sua vida.
Certo dia pressentindo a chegada da morte chamou seu único filho , tirou do dedo um anel e disse:
- Meu filho, quando for rei leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição, quando estiveres vivendo situações extremas, de glória ou de dor, tira e lê o que há nele”.
O rei morreu e o seu filho passou a reinar em seu lugar sempre usando o anel que o pai deixara. Passado algum tempo surgiram conflitos com um reino vizinho que acabaram culminando numa terrível guerra.
O jovem rei, a frente de seu exército, partiu para enfrentar o inimigo.
No auge da batalha seus companheiros lutavam bravamente, mortos, feridos, tristeza, dor.
O rei lembra-se do anel, tira-o e lê a inscrição: "Isso vai passar!"
E ele continuou a luta, perdeu algumas batalhas, vence outras, mas ao final saiu vitorioso.
Retorna então ao seu reino e coberto de glória entra em triunfo na cidade. O povo o aclama.
Fazem dele um grande herói.
Neste momento ele se lembra de seu velho e sábio pai, tira o anel e lê: "Isso va passar!"
Todas as coisas na terra passam, os dia de dificuldades passarão, passarão também os dias de amargura e solidão, as dores, as lágrimas, as frustrações que nos fazem chorar, um dia tudo isso passará.
Os dias de glória, de triunfo em que nos julgamos maiores e melhores do que os outros, igualmente passarão.
Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do universo um dia passará.
Dias de tristeza, dias de felicidade são lições necessárias que deixam em nosso coração as experiências acumuladas.
Se hoje para você é um dia desses repletos de amargura pare por um instante.
Com o coração entregue a Deus ouça Ele te dizer:
-"Isso também passará! Porque Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus".
(Autor Desconhecido)
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10.03.2011
Luz e energia em nossas vidas

“É pelo Cristo que o poder do amor divino e a luz da energia divina penetram em nossas vidas e as elevam de um grau de ‘claridade’ a outro pela ação do Espírito Santo. Aqui está a raiz e a base da santidade interior do cristão. Essa luz, essa energia em nossas vidas, costuma ser chamada de graça.”

Do livro Vida e Santidade, de Thomas Merton

 

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 07.03.2011
Hoje é o dia
Cada dia basta o seu cuidado. Vamos nos ocupar com o dia de hoje, e deixarmo-nos conduzir pelas mãos de Deus. Deixemos o que ficou para atrás, e não nos preocupemos com o amanhã, mas vivamos intensamente o dia de hoje, com a certeza no coração que é o dia mais precioso, e não podemos vivê-lo de qualquer jeito. Perdoemos hoje quem precisamos perdoar, ajudemos quem precisamos ajudar, acolhamos quem precisamos acolher e façamos o bem a todos que aparcerem no nosso caminho. Tudo precisa ser vivido hoje, porque o amanhã não nos pertence. É sabedoria seguir este conselho de Jesus: “Não vos preocupeis com o dia de  amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações próprias” (Mt 6,34).




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06.03.2011 
                             O olhar do Amor


«Amar não significa apenas ter sentimentos amorosos.
É preciso o crer, o ver bem, para poder amar, tratar bem.
O amor necessita primeiro de uma nova forma de ver.
Pede ao anjo do amor que te dê novos olhos,
para que possas ver as pessoas ao redor de ti mesmo sob uma nova luz,
para que possas descobrir o núcleo bom em ti e nos outros.»



Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade



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05.03.2011

  Felicidade


 “Quem se contenta com o que tem e aceita o fato incontornável de que sempre lhe faltará algo, é muitíssimo mais feliz do que aquele que tem mais, porém se preocupa com o que lhe falta. Isto porque não podemos aproveitar ao máximo o que somos se o nosso coração está sempre dividido entre o que somos e o que não somos.”

Um pensamento para reflexão: “Não podemos ser felizes se esperarmos viver sempre no mais alto grau de intensidade. A felicidade não é uma questão de intensidade, mas de equilíbrio, ordem, ritmo e harmonia.”

De Thomas Merton,
in Nenhum homem é uma ilha








                                    




04.03.2011
As sementes perdidas


" Cada momento e cada acontecimento na vida do homem aqui na terra plantam em sua alma uma semente. Pois, assim como o vento leva milhares de sementes aladas, assim também cada instante traz consigo germes de vitalidade espiritual que vêm pousar imperceptivelmente no espírito e na vontade dos homens. A maior parte dessas inumeráveis sementes perecem e ficam perdidas, porque não estão os homens preparados para recebê-las. Pois sementes como essas não podem germinar a não ser na boa terra da liberdade, da espontaneidade, do amor.
(…)
Temos de aprender a reconhecer que o amor de Deus nos procura em cada situação e procura o nosso bem. Seu amor imperscrutável procura o momento do nosso despertar.”



Thomas Merton,
 No livro: Novas sementes de contemplação
 
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03.03.2011
Como cegos à beira do caminho...

É triste não ter esperanças, ver com olhos pequenos, pensamento vago, o caminho é longo, o cansaço parece nos dominar. Em alguns momentos nos encontramos num deserto sem água...o terreno do nosso coração está seco, árido...improdutivo.  Somos como cegos à beira do caminho, caminho onde muitos passam, ora felizes, ora tristes, mas seguem. Estar à margem de um caminho e ainda  sem a visão,  não me parece boa situação. Estando cegos nos resta a audição, ouvimos passos, múrmuros, alguém passa, alguém semeia...Alguém oferece saída. Podemos ouvir os passos daquele que passa reunindo grande multidão. Estamos cegos, prostrados, à margem de nós mesmos, mas nossos ouvidos estão atentos, tudo nos foi tirado, mas nos sobra um pouco de fé...uma fé que nos impulsiona a clamar por piedade àquele que pode abrir os nossos olhos,  a nossa mente,o nosso coração e as profundezas da nossa alma para a luz. Que neste dia quem está cego possa ser ver a luz que ilumina o coração humano, os caminhos para a felicidade, o caminho do serviço gratuito e caridoso, o caminho do amor. Curados da cegueira do ódio, da inveja, e de todos os outros males que nos impede de ver Jesus passar, possamos ter coragem de ouvir o seu chamado e segui-lo. Que quer que eu te faça? Abre nossos para a luz da tua verdade, abre nossos coração para os teus dons, queremos sair da escuridão que nos impede de ver-te passar.

(R.A)
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• 02.03.2011

Por causa da tua palavra
Às vezes nos é difícil compreender os desígnios de Deus. Compreender o modo como sua misericórdia pode transformar todas as coisas, como lhe é possível retirar um bem, mesmo de situações difíceis, converter todas as coisas ao seu amor. É preciso ter coragem para nos abandonarmos nas mãos de Deus, deixar que ele cuide de nós.

As palavras de Pedro, hoje, nos inspiram: "Por causa da tua palavra..." Deus não espera de nós grandes obras, apenas espera que nos deixemos amar e cuidar por Ele. Mas, para isso precisamos ter coragem de romper com nossas falsas seguranças


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• 01.03.2011

Há um lugar para todos

Na casa de Deus há muitas moradas. Há lugar para todos - um lugar único e especial. Se acreditarmos profundamente que somos preciosos aos olhos de Deus, então seremos capazes de descobrir também a valia dos outros e o lugar único que ocupam no coração de Deus.
Não é possível entrar em competição para ver quem é que ganha o amor de Deus.
O amor de Deus é um amor que abraça a todos - cada um na sua própria unicidade



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Felicidade...

Feliz aquele que cedo se levanta para procurar a Sabedoria
Encontra-a sentada à sua porta
Feliz aquele que se consagra ao inútil e ao gratuito
Entra na liberdade na casa de Deus
Feliz aquele que perde o tempo de simplesmente existir
Encontra o Autor do sétimo dia
Feliz aquele que mergulha nas raízes do seu ser
Sente a Fonte a brotar em si
Feliz aquele que se reconhece mendigo de Absoluto
Dá o nome à fome do seu grito
Feliz aquele que descobre o seu rosto interior
Tropeça na alegria
Feliz aquele que até esquece os seus pecados
Conhece o repouso do Amor
Feliz aquele que olha o outro como Deus o vê
Torna-se aquilo que contempla




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Cristo e Eu

Eu, peregrino. Ele o caminho.


Eu, a pergunta. Ele a resposta.


Eu, a sede. Ele a fonte.


Eu, tão fraco. Ele a força.


Eu, as trevas. Ele a luz.


Eu, o pecado. Ele o perdão.


Eu, a luta. Ele a vitória.


Eu, o inverno. Ele o sol.


Eu, doente. Ele o milagre.


Eu, o grão de trigo. Ele o pão.


Eu, a procura. Ele, o endereço.


Meu passado e meu presente: em suas mãos.


Meu futuro: todo dele.


Eu, no tempo...


E CRISTO a Eternidade!!!


Fonte: Internet

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O primeiro vôo da águia

Você sabe como um filhote de águia aprende a voar? A águia faz o ninho bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e em volta o ar para sustentar as asas dos filhotes. A águia-mãe empurra os filhotes para a beira do ninho. Nesse momento seu coração se acelera com emoções conflitantes, pois ao mesmo tempo em que empurra sente a resistência dos filhotes em não querer ir em direção ao precipício. Para eles, a emoção de voar começa com o medo de cair. Faz parte da natureza da espécie. Apesar da dor, a águia sabe que aquele é o momento. Sua missão deve se completar, mas ainda resta a tarefa final: o empurrão. A águia enche-se de coragem. Ela sabe que enquanto seus filhotes não descobrirem suas asas, não entenderão o propósito de sua vida. Enquanto não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia. Assim, o empurrão é o maior presente que ela pode oferecer a eles. É seu supremo ato de amor. Então, empurrando um a um, ela os precipita para o abismo. E eles voam! Livres após descobrirem suas asas.

(Autor Desconhecido)










   Mais forte que o medo...
           Quando leio no jornal sobre a morte de tantas pessoas, vitimadas por uma enchente, por um desastre de avião, por um acidente de trânsito, uma chacina ou um ato de terrorismo, sinto vontade de trancar meu coração.
          Não sei como lidar com tanta angústia. Não quero pensar constantemente na minha própria morte. Mesmo assim, quando tomo consciência de que minha vida aqui na terra um dia vai terminar, sei que não preciso ter medo. 
          A fé na ressurreição dos mortos me lembra de viver conscientemente, aqui e agora. Desfrutar de cada instante. Estar inteiramente presente. Em tudo que percebo aqui, com todos os sentidos, já reside a promessa do eterno que me espera na morte. Na morte, vais satisfazer minha saudade mais profunda. Por isso, os sonhos que tenho para minha vida são simples ilusões. Talvez, aqui, nem todos cheguem a se cumprir; porém, na morte, irás cumpro-los de uma maneira que está além da minha imaginação. Então, a morte já nao me apavora. 
         Entretanto, são apenas breves momentos que penso e sinto dessa forma. Muitas vezes, ainda tenho medo da morte e gostaria de nem pensar nela. 
         Bom Deus, na ressurreição do teu filho, nos deste a certeza de que também nós, na morte, não cairemos no vazio, mas em tuas mãos amorosas. Fortalece minha fé. Faz que eu viva aqui intensamente, para que possa vislumbrar, hoje, quanta vida me espera na morte. 

 Anselm Grün em "Em sintonia com Jesus" -Edições Paulinas




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Um presente para o menino Jesus


Perto da meia-noite, as crianças se prepararam às escondidas e saíram pela janela. Carregavam com muito cuidado a caixa contendo o precioso presente.


Aquela pitoresca aldeia da Alemanha parecia feita de marzipã. Era dezembro, e as casas tinham seus telhados cobertos por um manto alvíssimo, reluzente à tênue luz do sol de inverno, que parecia brincar de esconder com as nuvens. À noite, as bolinhas coloridas das árvores natalinas, a densa fumaça das chaminés e o perfume dos pães de mel faziam tudo adquirir aparência de sonho. Uma atmosfera jubilosa tomava conta dos corações e as crianças começavam a confeccionar, com as próprias mãos, presentes para serem ofertados ao Menino Jesus depois da Missa do Galo, na matriz.

Rudolf era o filho mais velho de uma numerosa família. Ajudava a mãe no cultivo de legumes e tinha muita prática com as coisas do campo. Naquele momento achava- -se serrando, com decisão e energia, uma grande tora de madeira conseguida no bosque.

Aos poucos foram chegando os irmãos para ajudá-lo. Juntos, decidiram dar de presente para o Divino Infante um novo bercinho, pois o do presépio da matriz era tosco e estava muito gasto. Serraram, lixaram, bateram pregos, poliram e o ornamentaram com palha e ramos de pinheiro. Ficou pronto e lindo o movelzinho, feito com tanto amor.

Horas mais tarde chegou a mãe, dona Gertrudes. Havia se tornado uma mulher amarga depois da morte do marido. Mas o pior fora sua súbita perda da fé. Como a família era pobre, com quatro crianças ainda pequenas, ela precisava trabalhar lavando roupas e fazendo faxina em outras casas para manter os filhos. Mas em vez de pedir auxílio ao Céu, confiando no bom Deus, que a ninguém desampara, revoltara-se com sua situação. Vendo o bercinho e adivinhando sua finalidade, tomou-se de cólera e atirou-o na lareira, dizendo:

- Já lhes disse que neste ano não teremos Natal! Que vamos celebrar? Se o Menino Jesus existisse nos ajudaria... E, ademais, não temos dinheiro para a lenha. Estes pedaços de madeira vieram bem a calhar, porque faz frio e necessitamos alimentar o fogo.
Com a fisionomia fechada, retirou-se à cozinha para preparar a refeição.
As crianças começaram a chorar. Franz disse baixinho, entre soluços:

- Rudolf, quer dizer que... nem poderemos oferecer um presente ao Menino Jesus?

- Ânimo! Vamos pensar em algo... Helga, a caçulinha, replicou:

- Podemos fazer-Lhe uma bonita roupinha!

Procuraram alguns retalhos na caixa de costura da mãe. Mas não tinham tecido e muito menos mãos hábeis para confeccioná-la... Anette teve a ideia de prepararem bolachas e pães de mel, mas a falta de mantimentos e dotes culinários lhes tirou a alegria. Ralf ainda pensou em compor uma música. Pegou sua flautinha e começou a tocar, mas a desafinação foi geral.

Dona Gertrudes, atraída pela algazarra, dirigiu-se à sala.

- Parem com este bulício, pois a vizinhança daqui a pouco vai querer saber o que está acontecendo!

Helga, com voz trêmula, replicou:

- Mas, mãe, só nossa família não vai comemorar o Natal!

- Isso não me importa! Se esse Jesus, de quem vocês falam, fosse Deus de verdade, já teria melhorado nossa mísera condição. Todos ficaram muito tristes e aborrecidos. Quando a mãe saiu, Franz disse aos irmãos:

- Vamos rezar, pedindo a Nossa Senhora para nos ajudar a conseguir um presente para seu Divino Filho!

- E para tocar o duro coração de mamãe. - acrescentou Anette.

Ajoelharam-se todos e rezaram com muita devoção e piedade.

Alguns dias depois, Rudolf foi à aldeia vizinha para vender os produtos cultivados na horta. No fim do trabalho, uma senhora, observando sua responsabilidade e empenho, deu-lhe uma bela rosa de seu jardim de inverno, para agradar-lhe.

A fisionomia de Rudolf se iluminou! Ali estava o presente do Menino Jesus! Uma flor tão bela como aquela, em pleno inverno, era uma raridade! Regressou apressado, a fim de mostrar aos irmãos como Nossa Senhora atendera suas orações. Mas tiveram a precaução de esconder muito bem a flor numa caixa, para não ser destruída pela mãe.

Chegada a véspera do Natal, dona Gertrudes decretou que todos deveriam ir para a cama antes das dez horas. Os outros lares da aldeia, até os mais humildes, estavam engalanados, alegres e cheios de iguarias. Os camponeses vestiam suas melhores roupas para participar da Missa do Galo. Só a casa de Gertrudes permanecia triste e apagada.

Porém, perto da meia-noite, as crianças se prepararam às escondidas e saíram pela janela para ir à igreja. Carregavam com muito cuidado a caixa contendo o precioso presente.

Chegando à matriz, abriram-na para dar uma olhadinha e... grande espanto! A rosa estava completamente murcha! E agora? Sem ter outra solução, decidiram entregá-la assim mesmo, certos de que o Menino Jesus conheceria a intenção de seus corações.

Depois da Missa, ao som do Stille Nacht, as crianças se dirigiram em cortejo ao presépio para entregar seus regalos: trajezinhos de veludo, incenso, perfumes, toda espécie de marzipãs e chocolates, cestas de frutos secos arranjadas com primor. Também os filhos de Gertrudes se aproximaram e, quando Rudolf abriu a caixa... Oh, prodígio! Não havia uma, mas cinco belíssimas rosas de cores variadas, unidas em gracioso buquê por uma delicada fita de seda!

Nesse mesmo instante, entrou na matriz dona Gertrudes. Ao sentir-se envolvida pelo ambiente carregado de bênçãos e contemplar a fé inocente das crianças, a pobre mãe irrompeu em pranto. Entre lágrimas, ajoelhou--se diante do presépio, pediu perdão a Deus por suas faltas e ofereceu ao Divino Infante, diante de todos, seu coração contrito e humilhado.

O povo amava esta senhora tão sofrida, apesar de todas suas rabugices e desfeitas. Condoia-se pela mísera vida evada por ela e tinha pena dos sofrimentos de seus filhos. Por isso, ao vê-la milagrosamente arrependida, a greja inteira explodiu em um maravilhoso cântico de ação de graças.

A partir desta noite, tudo começou a melhorar para aquela família. Rudolf achou um excelente emprego, erto de casa. Ralf, Franz, Anette e Helga cresciam dando alegrias à boa Gertrudes, a qual se tornara uma extremosa mãe e prestativa vizinha, além de uma das mais piedosas paroquianas da aldeia.

(Revista Arautos do Evangelho, Dezembro/2010, n. 108, p. 46-47)

Beatriz Alves dos Santos - 2010/12/06






Caminho do Meio

Ser justo, mas com amor.
Amar, mas sem aprisionar.
Amparar, mas sem fazer pelo outro o que ele deve fazer por si mesmo.
Ajudar, mas sem tirar do outro o direito de escolher seu próprio caminho.
Perdoar, mas sem ser conivente com o mal.
Esquecer o mal, mas sem ser indiferente a ele.
Ser pacífico, mas não passivo diante dos acontecimentos.
Cultivar a não violência, mas sem violentar a si mesmo.
Lutar com coragem, mas aceitar a derrota como parte das experiências da vida.
Ter coragem de enfrentar os próprios limites, mas também de reconhecer as próprias fraquezas.
Servir ao dever, mas sem ser oprimido por ele e sem escravizar-se a coisa alguma.
Viver com prazer, mas não viver em função dele.
Ser simples e humilde, o que não significa andar mal vestido ou descuidar-se de si mesmo.
Conservar puro o coração, o que não significa esconder de si os próprios sentimentos.
Crer em Deus, mas sem atribuir a Ele aquilo que nos compete.
Cultivar a fé, mas sem abdicar da razão.
Caminhar com equilíbrio, eis o nosso maior desafio.
Sem equilíbrio, tombamos sempre ...
 para um lado... ... ou para outro.
Amor Sabedoria
Bondade Justiça
Sentimento Razão
Harmonia

(Autoria: Alexandre Paredes)







O dia mais belo? Hoje.
A coisa mais fácil? Errar.
O maior obstáculo? O medo.
O maior erro? Abandono.
A raiz de todos os males? O egoísmo.
A distracção mais bela? O trabalho.
A pior derrota? O desânimo.
Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se.
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais.
O maior mistério? A morte.
O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
O sentimento mais ruim? O rancor.
O presente mais belo? O perdão.
O mais imprescindível? O lar.
A rota mais rápida? O caminho certo.
A sensação mais agradável? A paz interior.
A protecção efectiva? O sorriso.
O melhor remédio? O Optimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido.
A força mais potente do mundo? A fé.
As pessoas mais necessárias? Os pais.
A mais bela de todas as coisas? O amor.


Madre Teresa de Calcutá








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Saber que se é amado...

«Pensar que Deus nos condena é um dos maiores obstáculos à fé. (...)
Se soubéssemos até que ponto certas crianças precisam que olhemos para elas com confiança para que possam reencontrar a alegria de viver...
No coração de uma criança, saber que se é amado com ternura, que se é perdoado, pode ser fonte de paz para toda a vida


Irmão Roger de Taizé


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Ser livre é ter tempo para amar...
 "A pior prisão não é a que aprisiona o corpo,
mas a que asfixia a mente e subjuga as emoções.
Sem liberdade, as mulheres retraem o seu prazer, os homens tornam-se máquinas de trabalhar.
Ser livre é não ser servo das culpas do passado,
nem escravo das preocupações do amanhã.
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama,
é abraçar, dar-se, sonhar, recomeçar.
É desenvolver a arte de pensar e proteger as emoções.
Mas acima de tudo... ser livre é ter uma relação de amor com a própria vida"


Augusto Cury, Liberte-se da prisão das emoções, Dom Quixote: 2009


 
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  Caminho de cura interior
Quando pareces perder repentinamente tudo o que pensavas ter conquistado não desesperes. A tua cura não é linear. Deves contar com reveses e retrocessos. Não digas a ti mesmo: "está tudo perdido. Tenho que recomeçar do princípio". Não é verdade. Não se perde o que já se conquistou.

Há por vezes pequenas coisas que avolumam e te fazem sentir perdido por momentos. A fadiga, um comentário aparentemente frio, a incapacidade de alguém para te escutar, um esquecimento inocente, que se assemelha a desprezo - quando tudo acontece ao mesmo tempo podes sentir que voltaste ao princípio. Mas tenta pensar nesses acontecimentos como num desvio temporário da tua caminhada. Quando regressares ao caminho regressarás ao ponto onde o abandonaste, não ao princípio.

É importante não te demorares nos pequenos momentos em que não progrides. Tenta regressar a casa imediatamente, a esse ponto sólido dentro de ti. Caso contrário esses momentos começam a ligar-se a momentos semelhantes e juntos tornam-se suficientemente poderosos para te afastarem para muito longe do teu caminho. Tenta manter-te atento a distracções aparentemente inócuas. É mais fácil regressar ao caminho quando se está à beira da estrada do que quando se é arrastado para um pântano vizinho.

Em tudo continua a confiar em que Deus está contigo, em que Deus te deu companheiros de caminhada. Regressa uma e outra vez ao caminho para a liberdade.



Henri Nouwen, em "A Voz Íntima do Amor"





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Para refletirmos sobre a força dos nossos exemplos...

                                                   A tigela de  madeira






Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
 As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho. - “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- “O que você está fazendo?”
O menino respondeu docemente:
- “Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer”.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

                                                                        (Autor desconhecido)



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 Viver como as flores
 Era uma vez um jovem que caminhava ao lado do seu mestre. Ele perguntou:- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas... sofro com as que caluniam...- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.- Repare nestas flores - continuou o mestre - apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas...É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora... Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia... Assim, você estará vivendo como as flores!

[Contos e Parábolas]

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Espiritualidade...


«A espiritualidade está relacionada com aquelas qualidades do espírito humano, tais como amor e compaixão, paciência e tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia, que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros(…) Há dentro de nós uma chama sagrada coberta pelas cinzas do consumismo, da busca desenfreada de bens materiais, da compra, do negócio e do interesse. As cinzas de uma vida distraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E então irradiaremos. Seremos como o Sol.»te



Leonardo Boff






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uma determinada hora
em que o conhecimento inconsolável
nos invade a alma e a despedaça.
É à luz dessa hora,
já chegada ou não,
que todos nós nos deveríamos falar, amar,
e se possível,
rir juntos.


Christian Bobin
 

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O Poder de ter e dar


As únicas coisas que podemos ter de verdade são aquelas que somos capazes de dar. Aquilo que não somos capazes de dar só nos aprisiona.
Nós só sabemos realmente algo quando somos capazes de o ensinar.
Nós só conhecemos o Amor quando somos capazes de o trasmitir.
Nós só conhecemos a Felicidade quando conseguimos levá-la aos outros.
Só seremos ricos quando acrescentarmos valor à vida dos outros.


Isto não que dizer que tenhamos que dar tudo o que temos, mas, acima de tudo, é a habilidade e disposição para dar que nos traz tudo isto. Conseguem imaginar algo mais miserável que ter tudo no mundo e não ter com quem dividir? O que quer que a gente esteja a esconder do mundo - as nossas habilidades, os nossos pensamentos, a nossa paixão, o nosso conhecimento, o nosso entusiasmo, a nossa coragem - estamos a esconder de nós mesmos. As riquezas que possumimos, quer sejam materiais, intelectuais ou espirituais, não têm valor nenhum se não as soubermos partilhar.


Fonte: Pérolas de Sabedoria



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«A espiritualidade está relacionada com aquelas qualidades do espírito humano, tais como amor e compaixão, paciência e tolerância, capacidade de perdoar, contentamento, noção de responsabilidade, noção de harmonia, que trazem felicidade tanto para a própria pessoa quanto para os outros(...) Há dentro de nós uma chama sagrada coberta pelas cinzas do consumismo, da busca desenfreada de bens materiais, da compra, do negócio e do interesse. As cinzas de uma vida distraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E então irradiaremos. Seremos como o Sol.»

Leonardo Boff



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Aumente as chamas da vida...


Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve.Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.


       Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.
       Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
       O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então, raciocinou consigo mesmo: “aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro”. E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.
       O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: “eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso”, nem pensar.
       O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático: “é bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem”. E guardou suas lenhas com cuidado.
       O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: “esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.”
       O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.
       O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. “esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos”.
       Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.
       - No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: “o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro”.

(Autor Desconhecido)




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Amor, um processo que permanece continuamente em caminho...

"O encontro com as manifestações visíveis do amor de Deus pode suscitar em nós o sentimento da alegria, que nasce da experiência de ser amados. Tal encontro, porém, chama em causa também a nossa vontade e o nosso intelecto. O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d'Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente em caminho: o amor nunca está « concluído » e completado; transforma-se ao longo da vida, amadurece e, por isso mesmo, permanece fiel a si próprio."
Deus Caritas Est, ponto 17


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Chocolate quente...

 Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho.
O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente.
Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas.
Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.
Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
- Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress.
A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente.
Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber.
O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas.
Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida.
Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu.
As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm.
Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza...... e apreciai o vosso chocolate quente.

(autor desconhecido)




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Não esqueça o principal

 Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que lá dentro dizia:
"Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal..."
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente:

"Você agora, só tem oito minutos."

Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou. Lembrou-se, então, que a criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre!

A riqueza durou pouco e o desespero, sempre. O mesmo acontece, por vezes, connosco. Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte:
"Não se esqueça do principal!"

E o principal são os valores espirituais, a oração, a vigilância, a vida.

Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado. Assim esgotamos o nosso tempo, aqui, e deixamos de lado o essencial: "OS TESOUROS DA ALMA!"

Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de inesperado, e quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerão as lamentações.

"NÃO ESQUEÇAMOS DO PRINCIPAL!"
Dê importância à sua família, seus amigos, seu companheiro, esses sim, são tesouros preciosos e valiosos demais para deixarmos partir sem apreciar os momentos com eles.

Autor desconhecido

 
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Estrelas do Mar...

Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de uma jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia , uma por uma, para jogá-las novamente de volta ao oceano. "Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor. "Você não vê! --explicou o jovem-- A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia". O escritor espantou-se. "Minha jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma. A jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor. "Para essa aqui eu fiz a diferença..". Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou a jovem, uniu-se a ela e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano. Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor.
Sejamos a diferença!
Autor Desconhecido


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A Marca de Amor




por Ana Maria Osório



Marcelinho tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do Marcelinho, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do Marcelinho da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o porquê daquela CICATRIZ.

A turma concordou, e no dia Marcelinho entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar.

Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri.

Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...

A turma estava em silencio atenta a tudo.

O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.

Silêncio total em sala.

Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...

Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama.

Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha.

Foi aí que decidi.

Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe

que não saísse dali até eu voltar.

Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa.

Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.

Eu sabia o quarto em que ela estava.

Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...

Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...

A turma estava quieta atenta ao Marcelinho e envergonhada então o menino continuou: Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas Marcelinho foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.

Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ.

Não falo da CICATRIZ visível, mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.

Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.

Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES..

Essas também são marcas de AMOR.

Jesus te ama, não por quem você é, mas sim pelo que você é, e para Jesus você é a pessoa mais importante deste mundo.

Nunca se esqueça disso!



Evangelize!!!!!


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Florir no Deserto
Ao mergulharmos no mais profundo do nosso interior nos deparamos com algumas feridas, feridas que vez ou outra latejam, incomodam, nos fazem lembrar de momentos delicados que vivemos, são as feridas interiores que necessitam urgentemente de cura. E curá-las consiste  num processo dificílimo, demorado, que exige determinação, prática, oração e muita força de vontade. Li num livro escrito pelo  saudoso Pe. Léo, que em Israel onde existem lindos jardins adotaram um sistema de irrigação que permite à planta se nutrir durante o tempo todo, mesmo com pouca quantidade de água. ¹O sistema é muito simples, chega a ser simplório. É feito com uma mangueira plástica cheia de microfuros, por onde a água goteja dia e noite, irrigando todo o jardim. Dizia ele que uma única gota não faz muita diferença, mas o gotejamento nos ensina um segredo excepcional: É preciso ser constante. Mas importante do que a quantidade de água é a constância perseverante de não deixar parar de pingar, gota a gota, o tempo todo. Um coração ferido é comparado a um terreno árido, seco, pouco produtivo, como as terras de Israel, mas porém através de um sistema de  gotejamento contínuo como o adotado em Israel conseguimos nutri-lo e fazer florescer lindas flores. Basta-nos que saibamos valorizar nos nossos dias as possibilidades de viver e aproveitar essas pequenas gotas. Um gesto carinhoso, um sorriso, a paciência,  afeto, enfim, pequenas gotas de cura interior, que fecundarão a aridez dos corações feridos e amargurados e nos ajudaram também a cuidar do nosso jardim para que este exale sempre os mais agradáveis perfumes.

Fraternalmente,

Rosana 28.07.2010

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¹Trecho do Livro: Gotas de Cura Interior - Pe. Léo, SCJ


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 Flores entre Cinzas...



Hoje pela manhã acordei e vi o sol tão lindo nascendo que decidi ir andando pro trabalho, fica perto de casa, aproveito pra contemplar e pensar um pouco sobre a vida.O cenário não é um dos mais belos e agradáveis, a poeira toma conta de tudo. Porém no caminho pude observar aquelas flores que nascem tão lindas entre a poeira acumulada na beira da estrada. Sua cor violeta enchem os olhos de quem as contemplam, mesmo simples, sem perfume, não tão apreciadas e nem vendidas em grandes floriculturas, porém estão alí, agarradas aos caules e suas folhas acizentadas, voltadas para o sol, somando sua beleza com o azul do céu e o cantar dos pássaros. Neste instante me veio ao pensamento a nossa vida  comparada a essas flores, em alguns momentos nos encontramos em meio ao caos de nossos problemas e sofrimentos, pessoas que enfrentam enfermidades, perdas e decepções, porém conseguem permanecer firmes, fortes, alegres, ainda com brilho no olhar apesar de tudo. Conheço algumas assim e as admiro profundamente, pois sempre percebo que estas sempre buscam forças na fonte segura e abundante, inesgotável que é Deus, restabelecendo sua fé e alegria em cada momento que rezam e entregam nas mãos  dele sua vida, ofertam com amor e confiança seus dias. Não importa em que cenário nos encontremos, se entre poeira, cinzas ou cores, sejamos sempre cor e vida para que a beleza do Deus criador possa resplandecer através do nosso rosto. Pois  acredito que a beleza está nos olhos de quem vê.  Vivendo e cultivando a amizade e  confiança no criador podemos ver esperança em meio ao caos e assim encontrar forças para recomeçar...

Rosana Abrahim, terça-feira - -----28.07


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Sofrer as demoras de Deus

 

Cristo convida-nos a permanecer em contato com os muitos sofrimentos de cada dia e a experimentar o começo da esperança e da nova vida, justamente aí onde vivemos, no meio das feridas, dores, falências próprias da nossa condição. Teremos menor tendência a negar nossos sofrimentos, quando aprendermos que Deus os usa para moldar e atrair-nos para mais perto de si. Deixaremos, assim, de ver nossas dores como interrupções dos nossos planos, e seremos mais capazes de vê-las como meios dos quais, Deus se utiliza para fazer-nos prontos a recebê-lo. Deixaremos Cristo viver junto às nossas dores e perturbações. Viveremos o mistério profundo da inquieta paz que brota da espera orante em Deus.

 

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Morre lentamente  

 

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar,
morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoínho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida a fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante...
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio pleno de felicidade"

 Plabo Neruda

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Pela via do amor gratuito

Não hesites em amar e amar profundamente. Talvez, receies o sofrimento que o amor profundo pode causar. Quando aqueles que tu amas profundamente te rejeitam, abandonam ou morrem, ficas com o coração despedaçado, desanimado pensando que tudo está perdido. Mas, que isso não te impeça de amar em profundidade, de amar sempre.
Quanto mais tiveres amado e permitido a ti próprio sofrer por esse amor, que não é teu, mas que experimentas de Deus, tanto mais capaz serás de deixar o teu coração alargar-se e aprofundar-se na via dolorosa do amor gratuito.
Quando o teu amor é verdadeiramente generoso e receptivo, aqueles que amas não deixarão o teu coração mesmo quando se afastam de ti. Tornar-se-ão parte de ti, construindo, então, uma comunidade dentro de ti. A comunidade do amor verdadeiro que brota da experiência com Deus.




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A Alma não tem idade



Dentro de nós habita uma alma imortal. O corpo, com o passar dos anos, envelhece, a alma não. Se cuidarmos dela, permanecemos sempre jovens. O corpo envelhece e se torna decrépito, mas a alma não tem idade, antes rejuvenesce mais e mais, até chegar à juventude eterna no Céu. Tenha-mo-lo bem presente, a alma não tem idade, é sempre jovem. A velhice afecta o nosso corpo, não a alma. Ela não envelhece, com o passar do tempo, aperfeiçoa-se. Depende de cada um de nós mantê-la sempre viva e desperta. Quanto mais vivemos, mas rica ela se torna e tem mais capacidade de remover os obstáculos. Por isso mantemos sempre viva e atenta a nossa alma para que ela se torne o leme do nosso corpo até ao último instante da nossa vida. Prepare-mo-nos para a juventude eterna do Céu!










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  Crescer é

Ser cada dia um pouco mais nós mesmos... 
Se doar espontaneamente sem cobrar inconscientemente...
Aprender a ser feliz de dentro para fora...
Buscar no próximo um meio de nos prolongarmos...
Sentir a vida na natureza...
Entender a morte como natural da vida...
Conseguir a calma na hora do caos...
Ter sempre uma arma para lutar e uma razão para ir em frente...
Saber a hora exata de parar e buscar um algo novo...
Não se prender no passado, mas trabalhar em cima dele para o futuro...
                                                       Reconhecer nossos erros e valorizar nossas virtudes...
                                              Conseguir a liberdade com equilíbrio para não sermos libertinos...
                                              Exigir dos outros, apenas o que nós damos a eles...
                                             Realizar sempre algo edificante...
                                           Ser responsável por nossos atos e por suas conseqüências...
                                             Entender que temos o espaço de uma vida inteira para crescer...
                                             Nos amarmos para que possamos amar os outros como nós mesmos...
                                                        Assumir que nunca seremos grandes, mas que o importante é estar sempre em crescimento...



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Perdas necessárias

Quando a vida não respeita o que a gente deseja, basta apenas confiar em Deus, sua graça nos faz ver além das aparências... Uma das coisas que mais me intriga em Jesus é o modo como ele sabia perder tempo com as pessoas. Num mundo como o nosso, em que a agitação de nossos dias nos impede de ser presença na vida uns dos outros, nossas relações vão se perdendo, se gastando pela falta de afeto, de atenção e cuidado. Pela falta de tempo para estarmos juntos uns dos outros...

Há dias atrás, um irmão de coração me fez lembrar a importância de perder tempo com as pessoas que amamos. Não lhe disse nada enquanto ele falava, mas sei que em meu olhar ele pôde ver mais do que minhas palavras poderiam dizer... Ele, já há longo tempo, tem sido sustento em minhas lutas. Naquela noite, rezamos o terço caminhando na praia, partilhamos a vida, nossos desejos, medos e desafios, tudo isso na certeza de que vale a pena perder para ganhar em Deus.

Isso fez evocar dentro de mim a presença de algumas pessoas caras ao meu coração. Entendi que, em alguns casos, só nos resta amar à distância e isso, por si só, já é uma exigência. Hoje, neste tempo que Deus me concede para olhar a vida com calma, vou lutando para encontrar a maneira certa de ser presença para os outros, sem excessos ou ausências desmedidas. Esse é o grande desafio, a exemplo de Jesus, saber perder e ganhar para a eternidade... Eternidade vivida no tempo presente, no melhor que pudermos oferecer aos amigos (as) de Jesus e àqueles (as) aos quais somos chamados a acolher... Ninguém vive sem afeto, sem acolhimento e, na vida, todos os dias e sem que o percebamos, Deus é quem perde tempo conosco. Perde tempo nos amando e dando-nos a oportunidade de recomeçar sempre que necessário. Assim, me convenço de que o ser humano é sempre o mesmo e que a vida vale a pena em qualquer tempo ou lugar, só basta acreditar.

Carlos Jacob (membro da comunidade Bethania)
17.06.2010

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Lenda Cherokee

Trata-se da passagem da juventude dos índios Cherokees
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo.Os insetos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede.O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem. Finalmente...Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo. Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.Evite tirar a sua venda antes do amanhecer... Moral da história: Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele não esteja convosco. Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material.

16.06.2010

Fonte: Internet.

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Oferecer a outra Face...

     Quando falou que se alguém nos batesse numa face, deveríamos oferecer a outra, Jesus expressou um grandioso ensinamento que, se levado em conta, teríamos a solução para todas as situações desagradáveis que surgissem em nossa vida. Oferecer a outra face não quer dizer dar o rosto para bater. É uma metáfora que sugere que se a situação nos chega de forma desagradável, devemos mostrar a face oposta. Dar a outra face é mudar a paisagem, é uma ação positiva diante de uma negativa. Assim, quando todos atiram pedras, ofereça uma flor. Quando todos caminham para o lado errado, mostre o passo certo. Se tudo estiver escuro, se nada puder ser visto, acenda você uma luz, ilumine as trevas com uma pequena lâmpada. Quando todos estiverem chorando, dê o primeiro sorriso; não com lábios sorridentes, mas com um coração que compreenda, com braços que confortem. Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho, ensine, começando por aprender, corrigindo-se a si mesmo. Quando alguém estiver angustiado, mostre-lhe a face do conforto. Se encontrar alguém em desespero, acene com a esperança, mesmo que isso seja um desafio para você mesmo. Quando a terra dos corações estiver seca, que sua mão possa regá-las. Quando a flor do afeto estiver sufocada pelos espinhos da incompreensão, que sua mão saiba arrancar a praga, afagar a pétala, acariciar a flor. Onde haja portas fechadas para o entendimento, leve a chave da concórdia e da compreensão. Onde o vento sopra, frio, enregelando corações, que o calor de sua alma seja proteção e abrigo. Se alguém caminha sem rumo, mostre-lhe as pegadas que conduzem a um porto seguro. Onde a crítica azeda for o assunto principal, ofereça uma palavra de otimismo, um raio de esperança, uma luz que rompe as trevas e clareia o ambiente mental. Quando todos parecerem perdidos, mostre o caminho de volta. Quando a face da solidão se mostrar como única alternativa na vida de alguém, seja uma presença que conforta, ainda que uma presença silenciosa. Onde o manto escuro da morte se apresenta como um beco sem saída, fale da vida exuberante que aguarda os seres que fazem a passagem pela porta estreita do túmulo. Seja você a oferecer a face sorridente e otimista da vida, onde a tristeza e o pessimismo marcam presença.
  (Comunidade Bethânia)
Em: 15.06.2010
 
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Quando nos perdemos em nós, nos encontramos em Deus.

A oração nos proporciona um momento íntimo com nosso amado, alí no silêncio que fazemos para orar podemos falar ao seu ouvido tudo o que quisermos, falar das nossas fraquezas, nossas dúvidas, nossos pecados, nossas limitações, aflições, enfim, podemos fazer como Ana do antigo testamento: Derramar a nossa alma na presença do altíssimo. E nessa intimidade, ele nos acolhe em seus braços, mesmo que sejamos filhos pródigos indignos de perdão, a sua misericórdia nos alcança nos fazendo sentir a paz que procuramos dentro de nós e só encontramos no silenciar da Oração.
Diz a canção:

“Confuso estava o meu coração, quando eu cheguei aqui, não estava em sintonia com o Senhor, mas ao desenrolar do dia eu pude perceber... A paz que eu sempre quis, estava no silêncio que eu nunca fiz, de repente uma brisa mansa abriu meu coração, mergulhei nesse amor... de Deus” (Vida Reluz)

E mergulhando no amor de Deus somos restaurados, como vasos velhos na mão do oleiro, que vai nos transformando, nos devolvendo suas características e nos fazendo novos. A oração restabelece em nós a confiança e a fé que nos projeta e impulsiona para vivermos mais e melhor nossos dias, deixando-nos prontos a aceitar e a viver a vontade plena de Deus em nossas vidas.

Quando nos encontramos perdidos em nós, na oração nos encontramos em Deus.

Por: Rosana Abrahim em 12.06.2010


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Thomas Merton no livro Amor e vida








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