Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Desespero e serenidade

O desespero nos é um inimigo terrível, pois o mesmo faz com que muitas situações possam fugir do nosso controle, quando toma conta de nós, nos agitamos e aí abrimos a porta para a maior de todas as nossas fraquezas, pois o desesperar-se vem de algo que já é presente em nosso interior, e quanto mais nos agitamos, mais mal causamos a nós mesmo, mais perturbações causamos em nosso ser. Na maioria das vezes entramos em pânico devido situações vividas em nosso passado que causaram algum sofrimento ou decepção igual ou semelhante de um fato presente. O contrário do desespero é a serenidade, que é algo que tocamos a partir do momento que olhamos para os fatos não como ele aparenta ser, mais na realidade como eles são e devem ser olhados, por que o desespero gera mais desespero, mais quando invertemos a lente e colocamos os para quê; entendemos o sentido do desconhecido, por que todo desconhecido tem os dois lados, tudo depende de como o olhamos; se buscamos olhar para os fatos com serenidade, a alegria estará sempre estampada em nosso rosto, embora as pessoas não compreendam, pois o essencial é saber olhar com um olhar de esperança.

Irmã Maria Eunice


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Recomeço

«A vida, nas suas várias expressões (laborais, familiares, afetivas…) precisa de recomeços que o sejam verdadeiramente. Não nos podemos instalar simplesmente nas vitórias de ontem, nos saberes adquiridos de um dia, nas experiências de uma determinada etapa.



O recomeço supõe uma abertura esperançada em relação ao hoje, encarando-o com a pobreza e a ousadia de quem aceita, depois de ter percorrido já uma estrada, considerar que está novamente, e que estará até ao fim, a viver sucessivos pontos de partida.»


José Tolentino Mendonça, postado in Abrigo dos Sábios 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Uma reflexão sobre o desapego...

Uma querida amiga escreveu este texto e dedicou-me carinhosamente. Compartilho aqui esta bonita reflexão sobre o desapego (Por Rosana)


                                                                      Desapego

Quando pensamos em um ser altamente espiritualizado faz mais sentido imaginar essa pessoa no alto de uma montanha usando roupas de cores neutras e meditando, ou na frente do computador colocando o que está pensando no Twitter?

De alguma forma, na nossa percepção, o desapego aparece com um sintoma de que a vida espiritual de uma pessoa foi adiante. E isso realmente é verdade. Descobrir o ...lado religioso e espiritual normalmente põe em foco o valor que damos para as coisas. Nos grandes homens de Deus, isso fica muito nítido. É difícil pensar em Jesus reclamando de um discípulo que acabou de comer o último pão da cesta ou Abraão correndo para ser o primeiro na fila do táxi.

Mas, essa imagem, embora admirável, acaba gerando um abismo entre nós e o desapego. Por que encaramos o modelo de um grande mestre como patamar inatingível, e dizemos a nós mesmos que nunca vamos chegar lá. O que quero dizer é que, parece haver um conflito entre a vida espiritual e a vida “material”, ou seja, a vida que levamos normalmente – emprego, escola, casa, família, contas. Parece que se conquistarmos muitas coisas, necessariamente, ficaremos presos a elas por meio do apego e, por outro lado, parece que a outra opção – uma vida “desapegada” – é comprar uma barraca, parar de tomar banho e ir vender acessórios pela cidade. Mas esse conflito não precisa – nem deveria – existir.

Pra começar, todos nós somos desapegados em diversos momentos da nossa vida. É tão natural que nem percebemos. Geralmente, esse desapego, se revela em alguma coisa com a qual não damos a mínima. Tipo quando você, meio sem fome, escolhe um prato em um restaurante e o garçom solta o famoso “tem, mas acabou..” . O que você faz? Se suicida? Claro que não! Você nem pensa duas vezes, escolhe outro prato ou até desiste de comer. Desapego puro!
O que é mais interessante é que essa cena revela nossa maior dificuldade em relação ao desapego (normalmente nós confundimos “gostar e cuidar” com “apegar-se a”). Para nós, o nível de desapego com relação a uma coisa é inversamente proporcional ao nível de afeto que temos por ela. Quanto mais amamos, mais nos prendemos ao que é amado.

Natural, não? Quem não gosta de ter sempre por perto a família, amigos, o namorado, noivo? Quem não tem uma roupa preferida, uma comida predileta? Até aí tudo bem. Mas, pense por um instante quantas dessas coisas poderiam pôr você numa pior se você as perdesse. Parentes que brigam, amigos que se mudam, o noivado/namoro que acaba, bichinhos de estimação que passam dessa pra melhor... A lista pode ficar bem grande, afinal, a perda é parte da vida . E perda para nós é sofrimento. Então constatamos, por que gostamos, sofremos? É possível gostar e não ser apegado?

Vamos supor que você recebeu flores no aniversário de namoro. Quando você as viu pela primeira vez, ficou encantada. Mas, em cinco dias, elas terão murchado completamente, e toda beleza terá desaparecido. Faz sentido chorar pelo ciclo natural da vida?
Uma vez, um amigo comentou comigo sobre um casal que havia perdido o filho. Ele me disse que eles nunca mais foram o mesmos e que, apesar de terem superado a perda, a alegria de viver nunca havia voltado. Eu disse a ele que provavelmente eles não haviam superado realmente a perda, então. Ele respondeu dizendo que eu dizia aquilo por que eu não tinha filhos e que não entendia e etc.. Eu me calei, o que você fala em uma hora dessas não é? Não tenho filhos mesmo. Mas fiquei pensando , que a perda de uma vida acabou resultando na perda de outras duas. Ao se apegarem à memória do filho e da vida que tinham antes, os pais vedaram, a si mesmos o acesso a uma vida feliz. Diferente da que tinham antes com certeza, mais contemplativa talvez, mas feliz certamente. Não importa o que venhamos a perder, a possibilidade de felicidade não nos está negada. Por que ela não está fora, mas dentro de nós. E realizar isso abre as portas para o desapego.

De novo – perder é parte da vida. Tudo que tem um começo, tem um fim. O desapego não brota de um não- gostar, de ser indiferente. O desapego floresce de um entendimento profundo do ciclo da vida. É tão fácil dizer “Oi!”, por que é tão difícil dizer “adeus”? Se “o futuro é uma astronave que tentamos pilotar”, como diz Toquinho, o presente é uma estação espacial, cheia de possibilidades. Embarcamos em diversas jornadas ao longo da vida, algumas vezes acompanhados, outras vezes sozinhos. Encontramos e nos despedimos das pessoas diariamente sem saber se as veremos de novo, mas dizemos “ até logo” assumindo que o “logo” virá.

Que possamos nos desprender das coisas “materiais” que amamos, como nos desprendemos de tudo que passa. Os momentos com essas coisas/pessoas pode ter sido ótimo, os melhores de sua vida, mas acaba.. Como a palavra de Deus fala:
“ Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (2Co 4:18)
Desapego é liberdade. É oportunidade. Coisas novas querem vir. Mas não esqueça, um dia elas irão embora. E assim se faz o fluxo natural da vida.

Desapegue-se. Deixe vir, deixe ir...


Giovanna Belém,  in Facebook

Viajando para nosso próprio ser: Humanizando-nos.

Neste trecho do livro "12 Semanas para mudar uma vida" o autor Augusto Cury aborda um importante tema. O Autodiálogo, que pode ser chamado também de Mesa redonda do "Eu", como forma de viajar para o mais profundo do nosso ser, humanizando-nos, compreendendo-nos, conhecendo as raízes de nossas emoções, as quais produzem as mais variadas reações comportamentais em nossa vida.

Parece loucura dialogar consigo mesmo, mas loucura é a ausência de um autodiálogo inteligente. Uma pessoa que pratica autodiálogo não apenas tem mais condições de superar suas misérias psíquicas, mas também de se humanizar, ou seja, de se tornar tolerante, serena e humilde, pois reconhece, suas limitações, suas fragilidades.
A Mesa-Redonda do "Eu" nos tira do trono do orgulho, da auto-suficiência. Raramente consigo julgar, sofrer em demasia e desistir das pessoas que me aborrecem, porque tenho aprendido a fazer um autodiálogo. Essa prática me faz interiorizar e compreender que eu também tenho muitas falhas e limitações. Quando você entende sua pequenez é fácil entender a pequenez dos outros. Quando nos colocamos num pedestal é fácil julgar e condenar.
A grandeza de ser um humano está na sua capacidade de se fazer pequeno para poder se colocar no lugar dos outros e entender o que está por detrás das suas reações...
Se os terroristas palestinos praticassem a Mesa-Redonda do "Eu", eles jamais explodiriam seus corpos para destruir pessoa inocentes. Entenderiam que não somos árabes, judeus e americanos, mas membros de uma única e inestimável espécie. Amariam mais, julgariam menos, compreenderiam mais. Entenderiam que os erros que são cometidos contra seu povo são fruto de uma espécie que não se interioriza nem reconhece suas falhas.
Do mesmo modo, se os judeus praticassem essa técnica, entenderiam que, independente das suas diferenças culturais e religiosas, os palestinos são mais do que sangue do seu sangue, mas portadores idênticos do mesmo fascinante espetáculo dos pensamentos. Eles iriam para a Faixa de Gaza, se abraçariam, se beijariam e escreveriam novas páginas na história.
Quem faz a Mesa-Redonda do "Eu" fortalece sua capacidade de ser autor da sua história, de tomar decisões, de fazer escolhas e de compreender que toda escolha implica perdas. Não é possível escolher a paz sem sofrer perdas. No campo dos conflitos sociais, quem tem mais consciência da grandeza da vida tem de estar disposto a sofrer mais perdas.

Augusto Cury in "12 Semanas para mudar uma vida"

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O caminho do amor...

‎'O caminnho que eu escolhi é o do amor, não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar, escolhi ser verdadeiro. No meu caminho, abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem; eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive no bem e que anseia o bem. Por isso, não estranhe se eu te abraçar bem apertado, mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você, afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver ... viver com emoção... viver com verdade.'

(Fabio de Melo)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A grandeza do ser humano

"A grandeza do ser humano, a sua verdadeira riqueza, não está naquilo que se vê, mas naquilo que traz no coração.
A grandeza do homem não lhe advém do lugar que ocupa na sociedade, nem do papel que nela desempenha, nem do seu êxito social. Tudo isso pode ser-lhe tirado de um dia para o outro. Tudo isso pode desaparecer num nada de tempo.
A grandeza do homem está naquilo que lhe resta precisamente quando tudo o que lhe dava algum brilho exterior, se apaga. E que lhe resta? Os seus recursos interiores e nada mais."

Etty Hillesum

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quem sou...

"Tenho medo de dizer quem sou. Percebe-se que ninguém gosta de ser mal entendido, mal julgado. Há pessoas que nunca mostram os bastidores do seu teatro. E é capaz de estar cheio de coisas bonitas!
A verdade é que não se pode amar outra pessoa se lhe excluímos os defeitos. Mas quando alguém se revela a quem ama, transfigura-se e o que mostra é o melhor dela própria."

Vasco Pinto de Magalhães, s.j., in "Não há soluções, há caminhos"

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A vida como obra de arte...

"Acho que a grande criatividade é aquela que soubermos pôr nos nossos atos: fazer da nossa vida uma obra de arte: pôr na nossa vida a nossa individualidade mais identificada e com um verdadeiro sentido estético na relação com os outros e com o mundo, é a nossa grande criação."

António Alçada Baptista, em "O Riso de Deus"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É o outro...

...Com suas imperfeições e estranhamentos, que reanima a minha existência.


Os amigos são assim. Constroem com a gente o que é da gente, e por isso têm o direito e o dever de usufruir. E há retribuição, mesmo que diferente, porque o amor não se repete. E quem ama se surpreende quando é amado, porque não cobra nem espera recompensa. É esse o segredo do altruísmo, que vence a vaidade da idade que vai e conquista a temperança da essência que fica. O tempo é como o rio que inexoravelmente ruma ao mar. E o rio às vezes frequenta cenários deslumbrantes e não pode parar, nem assim, para contempla-los melhor; outras vezes penetra em paragens desconcertantes, incomodativas, e tem de percorrê-las sem o poder da pressa. É o curso. É o tempo. Penoso e feliz. Desconhecido. O dia é uma página em brando que escrevemos. E o outro dia haverá de vir com a mesma fome de palavras, de atitudes. O medo não pode nos roubar a tinta.

Gabriel Chalita no livro "Carta entre amigos, sobre medos contemporâneos"
Pag. 120

Amor que cura...


«Só nos braços de alguém que nos ama podemos ousar mergulhar até ao fundo do abismo do nosso coração, reconhecer o nosso mal, confessá-lo, enfim, sermos verdadeiros perante nós mesmos e perante Deus. E começar uma vida nova».
É verdade que o mal descoberto não pode deixar de causar vergonha, uma vergonha que geraria angústia e desespero se, ao mesmo tempo, no olhar daquele que nos ama, não descobríssemos que há em nós uma beleza, mais profunda que o nosso mal, capaz de suscitar estima e amor.»

Henri Caffarel, em "Nas encruzilhadas do amor"


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nunca se detenha....

Uma reflexão para iniciarmos a semana...Abraços!


"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O que os cães nos ensinam...

Com tudo podemos aprender algo...
Interessante...

Abraços! Rosana.


  1. Nunca deixes passar a oportunidade de sair para um passeio
  2. Experimenta a sensação do ar fresco e do vento na tua face por puro prazer.
  3. Quando alguém que amas se aproxima, corre para o saudar.
  4. Quando houver necessidade, pratica a obediência.
  5. Deixa os outros saberem quando invadirem o teu território.
  6. Sempre que puderes tira uma soneca e espreguiça-te antes de te levantares.
  7. Corre, pula e brinca diariamente.
  8. Come com gosto e entusiasmo mas pára quando estiveres satisfeito.
  9. Sê sempre leal.
  10. Nunca pretendas ser algo que não és.
  11. Se o que desejas está enterrado, cava até encontrares.
  12. Quando alguém estiver a passar por um mau dia, fica em silêncio, senta-te próximo e, gentilmente, tenta agradá-lo.
  13. Evita morder quando apenas um rosnado resolver.
  14. Nos dias mornos, deita-te de costas sobre a relva.
  15. Nos dias quentes, bebe muita água e descansa debaixo de uma árvore frondosa.
  16. Quando estiveres feliz, dança e balança todo o teu corpo.
  17. Não importa quantas vezes fores censurado, não assumas a culpa que não tiveres e não fiques amuado... corre imediatamente de volta para teus amigos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um conto de páscoa...


"Existe uma história contada no Brasil a respeito de um missionário que descobriu uma tribo de índios numa parte remota da floresta.

Eles viviam perto de um grande rio. A tribo era amigável e precisava de atenção médica. Uma moléstia contagiosa estava a devastar a população e muita gente morria diariamente.

Existia uma enfermaria que se encontrava localizada do outro lado da floresta e o missionário determinou que a única esperança para a tribo era ir ao hospital para tratamento e vacinações.

Para poderem chegar ao hospital, entretanto, os índios teriam que atravessar o rio - uma façanha que eles não estavam dispostos a realizar.

O rio, acreditavam eles, era habitado por espíritos maléficos. Entrar na água significava morte certa. O missionário deu início à difícil empreitada de superar a superstição da tribo.

Ele explicou como tinha atravessado o rio e chegado ileso. Não teve sorte. Levou o povo à margem e colocou as mãos na água. Ainda assim, os índios não acreditaram nele. Ele entrou no rio e borrifou água no rosto. O povo observou atentamente, mas ainda hesitava. Por fim, ele voltou-se e mergulhou na água. Nadou por baixo da superfície até sair do outro lado da margem.

Tendo provado que o poder do rio era uma farsa, o missionário socou o ar com um punho vitorioso. Ele tinha entrado na água e escapado. Os índios romperam em vivas e seguiram-no ao outro lado do rio."

************************************

Jesus viu pessoas escravizadas pelo medo de um poder barato. Ele explicou que o rio da morte não era para ser temido. As pessoas não acreditaram nele. Ele tocou um rapazinho e trouxe-o de volta à vida. Os seguidores ainda não estavam convencidos. Ele insuflou vida ao corpo de uma menina. As pessoas ainda continuaram cínicas. Ele deixou um homem morto passar 4 dias num sepulcro e depois chamou-o para fora. Foi suficiente? Aparentemente não.

Pois foi necessário que ele entrasse no rio, que submergisse ma água da morte antes de as pessoas acreditarem que a morte havia sido conquistada.

Mas depois que ele o fez, depois que saiu no outro lado do rio da morte, foi hora de cantar ... foi hora de celebrar, foi hora da vitória!

 
Retirado do livro "Seis Horas de Uma Sexta-Feira" de Max Lucado

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sonhos de infinito...


Não te resignes nem te conformes
com o mundo tal como ele é.
Aceita o desafio
de abrir novas portas,
de cruzar novas fronteiras
e de alcançar um nova imensidão.


Só tem força para mudar algo no Mundo
quem alimenta os sonhos que tem.
Nós somos mais do que um corpo
dentro da pele que nos envolve.
Somos habitados por sonhos de infinito
que engrandecem o nosso coração
e podem mover montanhas.


Confia na esperança.
Ela dá-te uma alma grande.
Ela impele a tua alma
para que te concentres
no que tens a fazer
e possas, com toda a segurança,
reencontrar-te contigo próprio.

Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"

terça-feira, 22 de março de 2011

Contemplar o belo é...

  • Educar a emoção para fazer das pequenas coisas um espetáculo aos olhos...


  • Fazer de cada momento um vivência mágica...



  • Educar a sensibilidade para entender que as gotas de chuva irrigam as flores e as gotas de lágrimas irrigam a existência...



  • Desvendar as coisas lindas, singelas e ocultas que nos rodeiam...




  • Descobrir o sabor da água, a brisa no rosto, o aroma das flores, o balançar das folhas sob a orquestra do vento.




  • Enxergar o que as imagens não revelam e perceber o que os sons não traduzem




  • Vê com os olhos do coração...



  • Aprender a ser rico sem ter grande soma de dinheiro. Ser alegre mesmo sem grandes motivos...



  • Viver suavemente, ainda que sobrecarregado com responsabilidades.




  • Ter um romance com a vida. Fazer poesia com a vida, sem escrever palavras.






  • Abraçar as crianças, admirar as pessoas da terceira idade, ter agradáveis conversas com os amigos.




  • Ler um bom livro, viajar por suas páginas, libertar a criatividade. Ouvir uma boa música, penetrar nos traços de uma pintura, de uma arquitetura. Navegar pelas águas da emoção...





Texto: Augusto Cury
Fotos: Blog Fotos que falam.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Aceitar as falhas alheias...



Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer torradas.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.
Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse:
” – Amor, eu adoro torrada queimada…”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:
” – Sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada…
Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.
A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas.
E eu também não sou o melhor marido, empregado ou cozinheiro!”
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo não relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Essa é a minha oração para você, hoje.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.
Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração dele;
você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.
As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse, mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.

(autor desconhecido)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Seguir o caminho da humildade



É só quando deixamos de prestar atenção aos nossos feitos, à nossa fama e à nossa superioridade, que estamos finalmente livres para servir Deus perfeitamente e por Ele só.
A pessoa que não está despojada, pobre e despida no íntimo da sua alma tenderá insconscientemente a realizar em seu proveito as obras que tem a fazer, mais do que para a glória de Deus. Será virtuosa não porque ame a vontade de Deus, mas porque deseja admirar as suas virtudes pessoais. Mas cada momento do dia irá trazer-lhe alguma frustração que a tornará ríspida e impaciente, e será descoberta na sua impaciência.
Planejou executar atos espectaculares. Não pode imaginar-se sem uma auréola. E, quando os acontecimentos da sua vida diária lhe vão recordando a sua insignificância e mediocridade, fica envergonhado e o orgulho impede-o de engolir uma verdade que não surpreenderia qualquer pessoa sensata.»

Thomas Merton, em "Novas sementes de contemplação"

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Em busca do último lugar...


A vida humana é carregada de mistérios... Todos os dias somos convidados à buscar mais e melhores condições de vida, de bem-estar social, enfim, somos chamados a viver de aparências. Essa busca frenética por um status social nos faz esquecer que Jesus foi servo. Gastou sua vida para servir aos filhos (as) de Deus...
Pode parecer estranho, mas o caminho para a realização pessoal em Deus passa pela cruz. Jesus nos ensina que, aquele que desejar ser o primeiro deve se fazer o último, isto é, deve servir a todos. Quem quiser o primeiro lugar deverá aprender na escola de Maria o caminho da humildade, da espera silenciosa em Deus, da certeza de que Ele tem o melhor para nós.
É preciso olhar para os outros com misericórdia. Olhar para o Cristo que se faz presente naquele que pede, que busca, que vem até nós na ânsia de ser amado (a), acolhido (a), perdoado (a)... Quem quiser ser o primeiro deve aprender a servir a todos. Dentro de nossas casas, no ambiente onde estivermos é preciso carregar a cruz, ser Cirineu na vida das pessoas. É preciso acolher o Cristo presente na vida do outro que chega, mesmo aqueles que não nos agradam... e eles existem.

Ser cristão é lutar pelo último lugar no mundo, para ter o primeiro lugar junto de Deus.

Fonte: Carlos Jacoob


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Lágrimas de Palhaço



O palhaço entra no picadeiro dando cambalhotas. A criançada dá gargalhada, bate palmas, grita de alegria. Por um instante ele é o centro das atenções, sua vida é o palco.
O espetáculo termina, o palhaço retira-se para o camarim. Ele tem uma vida além do circo. Nela, pouco consegue se alegrar.
Se tudo pudesse ser tão simples como colocar um nariz vermelho e uma peruca verde... mas a vida é mais, exige que ele se revista de coragem, vontade e amor.
O palhaço tem um filho que se envergonha de ter um pai palhaço,por isso não conta aos amiguinhos o que ele faz. Tem uma esposa que se orgulha dele, mas ela tem uma saúde que teima em querer deter sua existência.
E a vida parece paralisar depois do espetáculo e só retoma para ele no picadeiro.
O palhaço alimenta-se da alegria do seu show, mas esta não suporta as duras dores do seu triste mundo.
Sua função é o riso, seu caminho é de lágrimas. O paradoxo da existência deste palhaço nos ensina que aquilo que sofremos não deve implicar na missão que temos de abençoar. A bênção de um palhaço é fazer sorrir, o sinal de sua bênção é a gargalhada.
Apesar de tudo, o palhaço sabe, a vida não é o que lhe falta, mas o que ele tem a oferecer.
Na verdade o que nos sustenta é o que entregamos, muito mais do que aquilo que gostaríamos de receber.
Quando damos vida a alguém, de alguma forma, recebemos vida de volta.

"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber". Atos 20:35

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Coração de Águia...

«Considero-me como débil passarinho coberto de leve plumagem. Não sou águia; só tenho dela os olhos e o coração, mas apesar da minha extrema pequenez, atrevo-me a olhar fixamente para o Sol divino, o Sol do amor, e o meu coração sente em si todas as aspirações da águia.
O passarinho quisera voar até esse brilhante sol que fascina seus olhos. Que será dele? Morrerá de dor vendo-se impotente? Oh não! O passarinho nem sequer chega a afligir-se. Com um abandono audaz quer continuar a olhar fixamente para o seu divino sol. Nada o assusta, nem o vento nem a chuva. Se nuvens escuras vêm ocultar o Astro do Amor, o passarinho não muda de lugar; sabe que além das nuvens o seu Sol continua a brilhar, que o seu esplendor não poderá eclipsar-se nem um só momento» (1)
Somos apenas um pardal, mas temos coração de águia. Este é o mistério terrível e contraditório do homem: sentir-se, ao mesmo tempo, pardal e águia; ter um coração de águia e asas de pardal.
Que fazer? Sei que não posso voar tão alto. Nem tentarei. Nem sequer baterei as asas; entregar-me-ei às asas do vento; o vento é Deus. O resto fá-lo Ele. Sei que sou um pardal, mas sei também que, com uma grande paz, me entrego a Deus. Ele pode emprestar-me poderosas asas de águia. Haverá alguma coisa impossível para Ele?
Sei que sou um montão de ruínas e desolação; mas sei também que, se me entrego a Deus, Ele pode transformar-me numa mansão deslumbrante. Ele é Poder e Graça.»


Ignacio Larrañaga, em "Mostra-me o Teu Rosto"
Related Posts with Thumbnails